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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Lobo mais raro do mundo é ameaçado por vírus de cão

Lobo etíope é considerado o mais raro do mundo, pois restam menos de 500 indivíduos vivendo de forma livre na natureza

Ele é considerado por conservacionistas o lobo mais raro do mundo --há menos de 500 indivíduos na natureza. E está sendo ameaçado por um vírus comum aos cães domésticos: o da raiva.
O lobo-etíope vem sendo estudado por equipes multidisciplinares que tentam criar uma "barreira anti-rábica" em torno dos grupos existentes nas montanhas do país africano. Para isso, especialistas da Universidade de Oxford e conservacionistas estão vacinando os próprios lobos.
A ação foi iniciada após os resultados desanimadores da vacinação dos cães que vivem perto dos lobos.
Os cachorros são animais domésticos do povo oromo, que habita a região do Parque Nacional das Montanhas Bale e também convive com os lobos.
Lobos-etíopes (Canis simensis) estão ameaçados pelo vírus da raiva, adquirido por meio do contato com cães domésticos
Milhares de cães são vacinados todos os anos, mas isso não impediu a proliferação do vírus entre os lobos.
"Catorze já morreram e testes de laboratório confirmaram nosso pior medo: estamos frente a uma outra explosão potencialmente devastadora", afirma Claudio Sillero, da unidade de conservação da vida selvagem da Universidade de Oxford, no site da instituição. "Se não houver monitoramento, a raiva poderá matar mais de dois terços de todos os lobos em Bale", completou.
A vacinação dos lobos começou no fim de outubro, sob coordenação de Sillero e de Fekadu Shiferaw, do Programa de Conservação do Lobo Etíope.


"Rastrear e vacinar esses animais não é uma tarefa fácil", considera Silleto. "Nossa equipe de veterinários viaja a cavalo e acampa em montanhas remotas de grande altitude com temperaturas abaixo dos -15ºC."
Apesar das adversidades, o programa tem obtido bons resultados.
Nas duas primeiras semanas, já foram imunizados 46 lobos.
Para a conclusão do "cinturão sanitário" em torno dos animais, estão sendo vacinados prioritariamente os indivíduos com maior probabilidade de contato com os cães.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Orictéropo

O Orictéropo, porco-da-terra, porco-formigueiro ou aardvark (Orycteropus afer) é um mamífero africano, o único representante da ordem Tubulidentata, da família Orycteropodidae e do seu género. Este animal distribui-se por todas as as planícies e savanas do sul de África. O nome aardvark, por que é conhecido em vários países, significa "porco-da-terra" em africânder, mas este animal não está relacionado com a família Suidae.

O orictéropo é um animal de médio porte que pode pesar entre 40 a 100 kg. Têm uma pele espessa e de cor amarelada a acastanhada, revestida por poucos pelos, e orelhas compridas e bicudas. A dentição do oricterope é única na classe dos mamíferos e o motivo pelo qual são classificados numa ordem à parte. O adulto tem 20 dentes distribuidos segundo a fórmula 0/0 0/0 2/2 3/3, constituidos por dentina e com uma cavidade tubular. Os dentes não são revestidos e desgastam-se; para compensar os dentes crescem continuamente. A língua, vermiforme, tem uma superfície pegajosa e pode chegar a ter 30 centímetros. Os porco-formigueiros consomem ocasionalmente outros insectos, pequenos roedores e frutos mas a sua alimentação base é composta de térmitas e formigas. Para comerem estes insectos e como protecção contra predadores, os orictéropos desenvolveram uma capacidade excelente para escavar buracos e túneis no subsolo e podem enterrar-se completamente no solo em menos de um minuto.

São animais noturnos e solitários que não mantêm territórios, deslocando-se com frequência dentro do seu habitat em busca de fontes de alimento. Apenas fémeas mantêm morada fixa e mesmo assim só durante a época de reprodução, que varia de acordo com a latitude em que vivem. A gestação dura em média 7 meses e resulta numa única cria, embora tenham sido registados nascimentos de gémeos. As crias nascem dentro de tocas e mantêm-se escondidas por várias semanas. Aos seis meses, o oricterope começa a alimentar-se sozinho e a maturidade sexual é atingida aos dois anos.

Os porco-formigueiros não têm importância económica para o homem mas foram ocasionalmente caçados como fonte de alimento. Graças à sua preferência alimentar por térmitas, são um controlo importante nas populações destes insectos sendo os buracos que escavam em busca de alimento utilizados por diversas esp+ecies como refúgio.
A ordem Tubulidentata surgiu no Miocénico inferior, actual Quénia.

sábado, 6 de setembro de 2008

Papagaio-africano


RAIO-X
Nome popular: papagaio-africano, papagaio-do-Congo ou jacos. Nome científico: são duas subespécies, a Psittacus erithacus erithacus (maior) e Psittacus erithacus timneh (menor). Origem: Congo (África Central). Tamanho: 33 cm de altura. Envergadura das asas: chega a 45 cm. Peso: de 280 g a 400 g. Alimentação: ração específica para psitacídeos (família dos papagaios); sementes, nozes, frutas e legumes podem ser dadas como petiscos; não pode comer alface, por conter uma substância nociva. Expectativa de vida: chega a 80 anos, mas a média é de 60. Problemas comuns: pulmonares, respiratórios e resfriados.

Papagaio-africano, considerado um dos animais mais inteligentes do mundo, pode aprender 5.000 palavras e custa, no mínimo, R$ 12 mil

Difícil passar por ele e não ficar encantado com sua plumagem exuberantemente cinza. O papagaio-africano ou do Congo, primo do louro verdinho nacional, é um dos psitacídeos (família da qual todos os papagaios fazem parte) mais conhecidos do mundo. Mas a beleza é apenas o começo.
A ave tem inteligência comparada à de golfinhos e macacos. Não pára por aí. A espécie exibe ainda outras características impressionantes: ela pode viver até 80 anos, tem capacidade de aprender cerca de 5.000 palavras e mostra inteligência comparável à de uma criança de cinco anos. Tantos atributos garantem popularidade ao papagaio que vem da África, mesmo o animal ostentando uma cifra tão alta --ele custa pelo menos R$ 12 mil.

Só na Au Pet Store, na zona sul de São Paulo, foram vendidos oito animais desde o início deste ano. ''A procura tende a ser grande no verão e no outono por conta de eles se reproduzirem durante a primavera'', explica Vanderson Matos Santana, gerente da loja.
''Todo mundo que vê o bicho se encanta'', diz Antonietta Ficucella, bióloga e gerente da Amazon Zoo, outra loja de São Paulo que vende o pássaro. Ela mesma tem uma fêmea de quatro anos em casa. ''É muito divertido conviver com eles. A minha conguinha aprende as coisas mesmo sem que eu as ensine. Ela repete tudo o que ouve."
O aprendizado dos papagaios africanos ocorre por meio da associação de idéias. Há registros de animais que conseguiam discernir cores, quantidades e formas.
O caso mais famoso é o de Alex, ave da pesquisadora norte-americana Irene Pepperberg, das universidades de Harvard e Brandeis. O animal se tornou celebridade e revolucionou o estudo sobre a inteligência das aves no mundo ao mostrar sua capacidade de cognição e ajudar a pesquisar a evolução da linguagem no cérebro. O bicho morreu em setembro passado, aos 31 anos.
Alex teve morte súbita, causada possivelmente por um ataque cardíaco ou derrame, mas foi um caso incomum. Em geral, os animais da espécie vivem cerca de 60 anos. Os principais problemas de saúde estão ligados ao sistema respiratório.

Cuidados especiais

Veterinários recomendam proteger sempre a ave do vento e de mudanças bruscas de temperatura. Durante o verão, vale borrifar o bicho com um pouco d'água. Fora isso, os cuidados são brincar com o animal algumas horas por dia, falando ou com brinquedos especiais, à venda nas pet shops, além, claro, de manter a limpeza das gaiolas e a alimentação adequada. As gaiolas, aliás, são recomendadas apenas como dormitório e abrigo para as aves. ''É importante que elas se exercitem e fiquem soltas, senão durante todo o dia, pelo menos por boa parte dele'', ensina Santana.

A opção de ter um animal com asas cortadas ou não é do dono. Mas isso não diminui sua responsabilidade sobre os cuidados, que podem durar uma vida toda ou até ficar de herança para as próximas gerações. Soltar aves nascidas em cativeiro na natureza é crime. No caso do papagaio-africano, que não faz parte da fauna brasileira, as conseqüências para o ecossistema são imprevisíveis, segundo os especialistas.

Na legalidade, o alto preço de aves como essa se deve ao fato de ser um animal exótico e que tem sua reprodução controlada e fiscalizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Outros exemplos são as cacatuas-australianas, cujo preço gira em torno de R$ 15 mil. A reprodução doméstica é difícil e possível apenas durante a primavera. Mas se um casal de papagaios-africanos legalizados tiver filhotes, eles não poderão ser comercializados por não estarem na lista de criadouros oficiais.

Só criadores regulamentados podem reproduzir a espécie em cativeiro, assim como as pet shops que revendem as aves precisam de uma licença especial, concedida pelo Ibama. Ao comprar o animal, é preciso exigir que ele venha com um anel de identificação numerado em uma das patas. Além de nota fiscal com o número correspondente ao registro, a espécie, o sexo e a origem do animal. É o documento que comprova que o pet está dentro da lei ambiental do país.

FONTE

domingo, 17 de agosto de 2008

Kookaburra


Kookaburra (Dacelo spp.) é uma ave coraciforme da família dos guarda-rios, endémica da Austrália, Nova Guiné e ilhas do estreito de Torres. Actualmente existem o género Dacelo contém duas espécies: a kookaburra-risonha (D. novaeguineae) que vive na Austrália oriental, norte da Tasmânia e sudoeste da Austrália Ocidental e a kookaburra-azul (D. leachii), que habita o norte da Austrália. Estas aves têm preferência por áreas florestadas abertas, zonas agrícolas e circundantes a rios, até mesmo parques e jardins localizados em cidades.

As kookaburras são os maiores representantes da família Alcedinidae com cerca de 40 a 47 cm de comprimento, sendo a kookaburra-risonha um pouco maior. A cabeça é relativamente grande e termina num bico espesso e robusto, típico dos guarda-rios. A plumagem é castanha, com riscas brancas na cabeça (kookaburra-risonha) e cauda avermelhada. A kookaburra-azul tem manchas azuis nas asas e cauda azul. O grupo apresenta algum dimorfismo sexual, sendo as fémeas ligeiramente maiores mas menos coloridas.
As kookaburras são aves gregárias e territoriais que vivem em pequenos grupos familiares compostos por um casal monogâmico e crias de ninhadas anteriores, que ajudam a criar os irmãos. As aves do bando comunicam entre si com frequência, através de vocalizações ruidosas que fazem lembrar gargalhadas. O casal defende o seu território com agressividade de outros membros da sua espécie e aves em geral. A alimentação é feita à base de qualquer animal pequeno o suficiente para ser apanhado, incluindo peixes, insectos, pequenos anfíbios, lagartos e até cobras.


Na época de reprodução, o casal constrói um ninho em geral num tronco de árvore, onde são colocados 2 a 4 ovos de cor branca incubados ao longo de 24 dias. Os juvenis nascem cegos, sem penas e totalmente dependentes dos cuidados dos progenitores e grupo familiar durante cerca de 13 semanas. Ao fim deste período, os juvenis passam a alimentar-se sozinhos mas permanecem no território dos pais durante duas ou três épocas de reprodução. As kookaburras podem viver até aos vinte anos. Detalhe: eles possuem uma "risada" característica: vejam no vídeo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Reino Unido faz campeonato de lesmas 'velocistas'




Com direito a banda de música, o campeonato mundial de corrida de lesmas foi realizado no último fim de semana no Reino Unido pelo 27º ano e reuniu mais de 170 invertebrados. O caracol vencedor, Heikki Kovalainen, precisou de três minutos e dois segundos para percorrer 33 centímetros. Apesar do nome finlandês, o vitorioso é 100% inglês.

A curiosa competição é realizada todos os anos na cidade de Congham. A única ponta de decepção para o dono da lesma campeã, Georgie Brown, de 13 anos, ficou por conta da distância para o recorde mundial, registrado pelo caracol Archie, que conseguiu a incrível marca de dois minutos e nove segundos. Cada etapa do campeonato reúne 15 caracóis, que têm que chegar até a linha exterior de um círculo com 33 cm de raio antes dos outros.

O terreno de competição é uma toalha de mesa especialmente molhada para facilitar o deslizamento das lesmas. Os moradores de Congham se orgulham da velocidade de seus caracóis e afirmam que o solo local favorece a criação de lesmas velocistas.


P.S. Me apaixonei por essa aí do lado!!!

domingo, 20 de julho de 2008

Zorro, Desert Fox - ou FENECO!

Os fenecos ou raposas-do-deserto (Vulpes zerda, anteriormente Fennecus zerda) são pequenas raposas, sendo portanto animais da ordem Carnivora e da família dos canídeos. A respeito do gênero de tais animais, alguns biólogos afirmam que tais animais constituem a única espécie de raposas do gênero Fennecus, muito embora outros afirmem que são apenas mais uma espécie do gênero Vulpes, tal como apontado na taxocaixa lateral. Seu habitat são as regiões desérticas, semidesérticas e montanhosas do Norte de África e da Península Arábica.

Descrição
"Cabeça baixa, focinho rente ao chão, ele vai farejando, seguido pelo bando..."
O feneco é um animal de pequenas dimensões, apesar de ter orelhas de cerca de 15 cm, para perder facilmente calor. O feneco é o menor dos canídeos extantes. O peso máximo que chega a atingir 1,5 kg. Chega a medir 20 cm de altura e 40 de comprimento. A cauda pode medir até 15 cm e o seu pelo tem cor de areia para ajudá-lo a se esconder no deserto. Outra utilidade de seu pelo é ajudar o feneco a refletir os raios de sol durante o dia e conservar o calor durante a noite. Além disto, os dedos das patas são protegidos do calor da areia por uma camada de pelos.

Hábitos
O feneco é um animal de hábitos nocturnos. Durante a noite caça pequenos roedores, insetos (como, por exemplo, gafanhotos), lagartos, pequenas aves e ovos, além de algumas plantas. A comida no deserto é rara, e por isso quase todas as formas de vida de lá servem de alimento para o feneco, salvo quando se trata de um animal mais forte que ele.

FONTE 1 e 2

*Atualização do blog: Uma curiosidade - o nome do famoso personagem de histórias em quadrinhos "Zorro", é originado de um parente próximo - Vulpes macrotis - do nosso amiguinho aí de cima. Daí, entre outros, a "Toca da Raposa".

sábado, 12 de julho de 2008

Pachycara cousinsi!!

Esse, digamos, simpático exemplar da vida marinha é um peixe de águas profundas, encontrado à 4,5 Km de profundidade, no chamado Oceano Antártico (assim chamados o Atlântico, Pacífico e Índico próximos ao continente gelado).

Tudo o que se sabe da espécie provém desse exemplar, que foi encontrado por uma expedição Britânica de pesquisa entre 2005-06, e é, até hoje, o único a ser visto.

Seu nome foi uma homenagem de uma pesquisadora da equipe ao seu então noivo. O felizardo atende por Michael Cousins.

*nota do blog: Considerando a declaração da pesquisadora, a bióloga marinha Nicola King, de que "A beleza está nos olhos de quem vê" (“Beauty is in the eye of the beholder”), imagina como deve ser lindo o noivo da figura.

FONTE

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Kakapo!!


O kakapo (Strigops habroptilus) é uma espécie de papagaio noturno, endémico da Nova Zelândia, notável por ser a única espécie da ordem Psittaciformes incapaz de voar. O seu nome comum significa papagaio da noite em maori. O kakapo é uma ave em em perigo crítico de extinção, com uma população total de apenas 86 exemplares, todos eles monitorados por equipas científicas.

O kakapo é um papagaio de constituição robusta que pode medir até 60 cm de comprimento e pesar entre 3 a 4 quilos, um valor relativamente elevado em relação a outras aves do seu tamanho e que só é possível por ser não voadora. As asas são atrofiadas e pequenas e servem apenas como balanço quando estas aves circulam entre ramos de árvores.

A plumagem do kakapo providencia uma boa camuflagem contra a vegetação nativa e é em tons de verde-seco, listado de preto na zona dorsal, sendo a zona ventral e garganta de cor amarelada.

Os kakapos são aves herbívoras que se alimentam de várias espécies nativas da Nova Zelândia, consumindo sementes, frutos e pólen. A sua fonte de alimento favorita é o fruto do rimu, uma árvore endémica do seu habitat. Ocasionalmente, os kakapos podem também alimentar-se de insectos e outros pequenos invertebrados.

Os antepassados dos kakapos colonizaram a Nova Zelândia há milhões de anos atrás. Com o passar do tempo geológico, o kakapo ancestral, que deveria ser semelhante aos papagaios modernos, evoluiu de acordo com o seu ambiente, livre de predadores e sem mamíferos nativos à excepção de 3 espécies de morcego. Em consequência, tornaram-se maiores e mais pesados, perderam a capacidade de voar e ocuparam o nicho ecológico normalmente preenchido por pequenos mamíferos noturnos e herbívoros. Antes da chegada dos humanos ao arquipélago, o kakapo era uma espécie muito bem sucedida, com uma população de milhões de indivíduos, distribuida por ambas as ilhas principais da Nova Zelândia.
A chegada dos maori deu início ao declínio dos kakapos. Os maori caçavam esta espécie como fonte de comida fácil, uma vez que os kakapos paralisam com o perigo, mas também pelas suas penas usadas para decorar capas.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Leopardo-das-neves (Ásia Central)


Quando um leopardo-das-neves persegue a presa na montanha, ele se move lenta e suavemente com suas largas patas dotadas de pelagem extra entre os dedos, "feito a neve derretida deslizando de uma rocha", diz Raghu.
"É necessário desviar o olhar por um minuto para perceber o animal se movendo. Se desloca um pedregulho ao andar em uma superfície inclinada, ele logo o retém com a pata, impedindo que caia e faça barulho." Um leopardo-das-neves pode estar se movimentando neste instante em silêncio e absoluta tensão, e bem próximo, quem sabe? Mas onde? E quantos ainda existem?

Chamado de shan em ladakhi, de irbis em mongol, de barfana chita – chita da neve – em urdu e de Uncia uncia pelos cientistas que estudam os carnívoros, o leopardo-das-neves vive numa área de cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados espalhada em territórios de 12 nações. Você nunca escuta um bicho desses denunciando sua localização ao rugir. Ele não tem na garganta a estrutura necessária para isso, embora possa sibilar, miar, grunhir e uivar. Além de serem reservados, camuflados e, em geral, solitários, os leopardos-das-neves são mais ativos nas horas de lusco-fusco, à noite e ao amanhecer, em meio ao mais formidável tumulto de montanhas da Terra: o Himalaia e o Karakoram; o platô do Tibet e a vizinha Kunlun; o Hindu Kush, os Pamir e Tian Shan; os Altay, cujos picos definem a fronteira da Mongólia com China, Cazaquistão e Rússia; e a cadeia Sayan, a oeste do lago Baikal.

Adaptados às altitudes e ao frio, tais felinos sempre viveram de modo esparso, mas essa tendência se agravou no último século, quando milhares viraram casaco de pele. Embora oficialmente protegidos desde 1975 pela Convenção do Comércio Internacional de Espécies em Extinção, os leopardos continuam a ser mortos por sua pele. E a demanda por seus ossos e seu pênis, estimados como tonificantes no leste da Ásia, está crescendo. O mesmo acontece em relação aos conflitos com os rebanhos, o que gera mais perseguição por parte dos pastores. Iscas, laços, mundéu (chão falso com fosso por baixo) e venenos tornam muito mais fácil matar um leopardo-das-neves do que ver um deles vivo.
A população atual é estimada em nada além de 4 mil a 7 mil animais. O número total pode ser menos da metade do que era há um século.


Ao se esfregar, coçar, urinar e defecar, o leopardo-das-neves marca seu caminho com um cheiro pungente que ajuda os felinos a evitar confrontos no território que dividem. Durante a época de acasalamento, porém, o odor funciona como um ímã. A cauda fofa e enorme ajuda o leopardo a se manter aquecido e garante seu equilíbrio. Esses predadores preservam o balanço do ecossistema das montanhas ao reduzir os contingentes de carneiros e cabras selvagens, que de outra maneira poderiam dizimar as pastagens.


Belíssima reportagem da National Geographic sobre um belíssimo animal. Para ler na íntegra, clique no link. Pra assitir um vídeo relacionado, clique aqui.

terça-feira, 17 de junho de 2008

he-he-he-hee, he-he-he-hee, he-he-he-hee, he-e-e-e-e-e-e-e-e-e!

O pica-pau é uma ave da ordem Piciformes, família Picidae, de tamanho pequeno a médio com penas coloridas e na maioria dos machos com uma crista vermelha. Vivem em bosques onde fazem seus ninhos abrindo uma cavidade nos troncos das árvores. Alimentam-se principalmente de larvas de insetos que estão dentro dos troncos de árvores, alargando a cavidade onde se encontram as larvas com seu poderoso bico e introduzindo sua língua longa e umedecida pelas glândulas salivares. Os ninhos são escavados em troncos de árvores o mais alto possível para proteção contra predadores. Os ovos, de 4 a 5, são chocados pela fêmea e também pelo macho durante até 20 dias, dependendo da espécie. Fonte com mais informações é só clicar.

Além disso, ele é um famosíssimo personagem de desenho animado (quem não se lembra daquela risadinha?) criado em 1940 pelo cartunista Walter Lantz e distribuído pelos Universal Studios.

Houve várias fases do referido desenho, cada qual com um design marcante - destaque para a primeira versão - o com a cara de lunático/psicopata (e disparadamente o favorito deste blogueiro). Para informações detalhadas sobre o desenho, clique aqui, ou então acesse o site parceiro Azidéias, que se não me engano, colocou algo sobre o desenho também.

domingo, 15 de junho de 2008

Ô bicho lindo!!


Estamos inaugurando mais uma série aqui no blog: animais exóticos - porque "quem ama o feio, bonito lhe parece"!

Brincadeiras à parte, deixaremos, sempre que possível, links interessantes, de forma a conhecermos um pouquinho melhor as espécies mostradas.

Começamos assim com o macaco Proboscis, de Borneo (Oceania), um primata exclusivo daquela área, em risco de extinção. Para mais, clique aqui.

* NOTA DO BLOG: na minha terra, ele seria chamado de "ladrão de oxigênio" - na minha terra, aliás, quase não chove, mas que VENTA, ah, como venta..