Mostrando postagens com marcador Ciência Animal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciência Animal. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tartaruga substitui nadadeira com prótese, nos EUA


Sem três de suas nadadeiras, Allison nadava em círculos. Com a prótese presa ao casco, ela nada em linha reta.

A equipe de biólogos do Sea Turtle experimenta a prótese na tartaruga verde marinha

Allison ganhou a prótese para nadar normalmente, como as outras tartarugas

A nadadeira artificial funciona como um leme e permite ao bicho nadar em linha reta


A tartaruga Allison, 5 anos, ganhou um novo traje que rende comparações aos personagens Leonardo, Michelangelo, Donatello e Rafael do filme Tartarugas Ninja, de 1990. Apesar de não ser mutante e muito menos ter habilidades ninjas como os xarás, Allison supera a falta da nadadeira esquerda com uma prótese em forma de barbatana que lhe ajuda a se locomover corretamente em South Padre Island, no Estado americano do Texas. As informações são da agência AP.
Os biólogos que a resgataram, do centro Sea Turtle, explicaram que é a primeira vez que a peça artificial é utilizada em uma tartaruga. A prótese é feita com fibra de carbono e fica presa ao casco do animal com uma roupa de neoprene.
Segundo os especialistas, o objeto funciona como um leme e ajuda a tartaruga a nadar em linha reta naturalmente. Antes, o réptil se locomovia em círculos e perdia a direção por causa da ausência de um dos membros.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Chimpanzés trocam comida por sexo, sugere estudo

BBC Brasil
Pesquisadores do Instituto de Antropologia Evolutiva descobriram que chimpanzés fazem "acordos" de troca de carne por sexo.Os cientistas perceberam que os machos dispostos a compartilhar a caça com fêmeas, mantêm relações sexuais com uma frequência duas vezes maior do que aqueles que guardam a comida para si mesmos.E esta é uma troca que não tem apenas efeito imediato - os machos que continuam dividindo a carne com as fêmeas quando elas não estão férteis acasalam-se com elas quando estão propensas à reprodução.Cristina Gomes e seus colegas, do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck, na Alemanha, estudaram os chimpanzés na reserva florestal Tai, na Costa do Marfim. Eles observaram os animais durante a caça e monitoraram o número de vezes em que copularam. "Machos que compartilham carne com fêmeas duplicam o sucesso de acasalamento e as fêmeas, que têm dificuldade de obter carne sozinhas, aumentam sua ingestão de calorias sem arcar com o custo energético e o risco potencial de ferimento ligado à caçada", disse Gomes.
Proteína Carne é importante para a dieta dos animais porque tem alto valor proteico. A hipótese de "carne por sexo" foi proposta anteriormente para explicar porque os machos dividem sua comida com as fêmeas. Mas aquelas tentativas de registrar o fenômeno fracassaram porque os pesquisadores procuraram trocas diretas, em que um macho compartilhou a carne com uma fêmea fértil, fazendo sexo com ela em seguida.A equipe de Gomes escolheu outra abordagem e descobriu que os machos podem compartilhar carne com uma fêmea e só copular com ela após um dia ou dois.Gomes acredita que a descoberta pode até fornecer pistas sobre a evolução humana. A especialista sugere que este estudo pode lançar as bases para outros, sobre os seres humanos, que explorem a ligação entre "a habilidade para caçar e o sucesso na reprodução

terça-feira, 3 de março de 2009

Cientistas encontram tecido cerebral de 300 milhões de anos em peixe

Modelo em 3D do crânio do iniopterygian

Da BBC Brasil
Cientistas dos Estados Unidos e da França anunciaram a descoberta de um tecido cerebral de 300 milhões de anos - o mais antigo exemplar do tipo já encontrado.O tecido foi recuperado de uma bolha dentro da caixa craniana do fóssil de um precursor extinto das quimeras, conhecido como iniopterygian, e foi achado no Estado americano do Kansas. Em artigo na revista "Proceedings of the National Academy of Science", os pesquisadores afirmaram que a descoberta abre um novo caminho para o estudo da evolução dos peixes e do desenvolvimento do cérebro em animais vertebrados.
O bicho é precursor das atuais quimeras

"Até agora, os paleontologistas estudavam os formatos da cavidade craniana de fósseis para pesquisar a morfologia cerebral, pois nunca haviam encontrado 'tecido mole'", explicou Alan Pradel, do Museu Nacional de História Natural de Paris, e um dos autores do artigo.'Bizarro'Com a ajuda de técnicas de tomografia, cientistas do European Synchrotron Radiation Facility, em Grenoble, na França, criaram um modelo em 3D do que seria o cérebro do iniopterygian encontrado. Segundo os cientistas, o órgão era simétrico e tinha dimensões milimétricas. Como ocorre em muitos vertebrados pouco desenvolvidos, o cérebro desse peixe parava de crescer, enquanto a caixa craniana continuava se expandindo.
Segundo os cientistas, o órgão era simétrico e tinha dimensões milimétricas

Além disso, o cérebro também apresentava um grande lóbulo relacionado à visão e uma pequena secção destinada à audição. A presença de canais de audição em um plano horizontal também permitiu aos cientistas entender que o animal podia detectar movimentos laterais, mas não verticais.O iniopterygian é um precursor das atuais quimeras, que por sua vez, são "parentes" dos tubarões e das arraias. No início da era paleozoica, o peixe já apresentava características bastante peculiares, como o crânio gigante, dentes dispostos em fileiras, uma cauda "armada" com uma clava, e enormes nadadeiras peitorais dotadas de espinhos ou ganchos em suas pontas. A maioria tinha em média 15 cm de comprimento."Até hoje, não conhecíamos nada disso, e se trata de um animal realmente bizarro", afirmou John Maisey, curador de paleontologia do Museu Americano de História Natural, em Nova York, e também autor do artigo."Mas agora sabemos que podemos procurar por mais cérebros em fósseis muito antigos e começar a entender melhor sobre eles", disse Maisey. "A evolução cerebral é crucial na história dos vertebrados."


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Família paga US$ 155 mil para ter um cachorro clonado

da Efe
O casal Edgar e Nina Otto, de Boca Raton, nos Estados Unidos, se transformou nos orgulhosos proprietários do primeiro cachorro clonado comercialmente. Para isso, tiveram que desembolsar a soma de US$ 155 mil.
Segundo a rede de televisão CNN, o casal quis clonar seu labrador "Sir Lancelot" há cinco anos e, quando o animal de estimação morreu de câncer em 2008, fez com que seu DNA fosse congelado.
A clonagem foi feita pela empresa de biotecnologia BioArts International, que realizou um leilão --vencido por Otto-- para criar o primeiro clone com fins comerciais.
O DNA de "Sir Lancelot" foi enviado para uma empresa na Coreia do Sul, onde foi implantado em um óvulo, e na semana passada o casal recebeu seu filhote, uma cópia exata do animal de estimação perdido e ao qual decidiram chamar "Lancey", diminutivo de Lancelot.
*nota do blog: isso, pra mim, é o fim da picada. A morte é um fato da vida, e temos que aprender a conviver com ela. Da forma como os avanços vem ocorrendo nessa área, não tardará o dia em que pais irão clonar os bichos de estimação dos filhos - "pronto, aqui está ele de volta. Cuidado, hein?" Bom, alarmista ou não, não vejo isso com bons olhos; considero anti-ético. Quem quiser, se manifeste

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Casal de lobos clonados vai namorar para gerar filhote

Os clones também amam.
Um casal de lobos vai engatar um namoro para gerar filhotes na Coreia do Sul. Snuwolffy, fêmea clonada em outubro de 2005, e Minguk, um macho clonado em agosto de 2006, devem se conhecer melhor neste ano para acasalar no início do ano que vem.

Snuppy, o primeiro cão clonado do mundo, se tornou pai no ano passado; na imagem, ele brinca com dois de seus filhotes
Segundo Lee Byeong-Chun, pesquisador da SNU (Universidade Nacional de Seul), o objetivo é testar a capacidade de reprodução dos animais.
A equipe da SNU foi a primeira a clonar um cão, em agosto de 2005. Trata-se de um galgo afegão batizado de Snuppy (uma sigla para Seoul National University Puppy).
As conquistas da equipe foram colocadas em dúvida pela participação do cientista Hwang Woo-suk, desacreditado por ter falsificado pesquisas. Mais tarde, no entanto, a clonagem do cão foi confirmada.
Snuppy se reproduziu com sucesso em 2008 com duas fêmeas da mesma raça graças a uma inseminação artificial.
A equipe de Lee Byeong-Chun também reivindicou em 2005 a clonagem de duas lobas de uma espécie ameaçada e de dois lobos no ano seguinte.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Células-tronco humanas devolvem mobilidade a ratos

Uma equipe de cientistas da universidade japonesa Keio, em Tóquio, conseguiu contornar os danos na espinha dorsal de ratos, permitindo recuperar a mobilidade de suas extremidades com a implantação de células-tronco humanas.
Esta é a primeira vez que se consegue transplantar com sucesso para ratos células-tronco de neurônios obtidas a partir de células humanas, que podem dar origem a diferentes tecidos, disse o chefe da equipe de pesquisa, Hideyuki Okano.
Ele prevê que, se os testes foram positivos, poderão ser aplicados em seres humanos dentro de pelo menos cinco anos.

Apesar dos danos que os roedores sofriam no sistema nervoso central e que causavam a paralisia de suas extremidades, eles puderam recuperar a mobilidade graças à implantação destas células conhecidas como iPS (Induced Pluripotent Stem Cells).

Antes, a equipe do professor Okano conseguido que células-tronco de ratos surtissem efeito em lesões similares, mas esta é a primeira vez que células-tronco de origem humana conseguem reparar o tecido nervoso de outra espécie.
Quatro semanas após o tratamento, os roedores recuperaram a mobilidade e foram capazes de se manter sobre suas patas e, inclusive, de correr.

As células utilizadas na pesquisa provinham de pele humana e foram implantadas em 29 ratos após serem transformadas em células do sistema nervoso.
No entanto, o sucesso desse tratamento não poderá ser totalmente confirmado até que vários meses se passem, já que nesses casos os ratos podem desenvolver tumores.
Segundo Okano, caso se confirme a viabilidade desta técnica o próximo passo será sua aplicação em testes de laboratório com macacos, para posteriormente iniciar as análises em casos humanos.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Formigas 'conversam' no formigueiro, diz estudo

Uma pesquisa das universidades de Oxford (Grã-Bretanha) e de Turim (Itália) mostrou que formigas costumam conversar entre elas, em seus formigueiros.Segundo os pesquisadores, as rainhas emitem sons característicos dentro do formigueiro que produzem reações das operárias, o que reforça o status social da rainha, de acordo com o artigo publicado na revista Science.De acordo com um dos pesquisadores, Jeremy Thomas, da Universidade de Oxford, o progresso da tecnologia permitiu a gravação dos sons das formigas nos formigueiros e a execução destas gravações sem que as formigas ficassem assustadas.
Ao colocar miniaturas de alto-falantes no formigueiro, especialmente fabricados para a pesquisa, e reproduzir os sons feitos por uma rainha, os pesquisadores conseguiram fazer com que as formigas ficassem em estado de atenção."Quando tocamos os sons da rainha elas apresentaram o comportamento 'em guarda'. Elas ficavam imóveis com suas antenas estendidas e suas mandíbulas separadas por horas - se alguma coisa se aproximasse elas atacariam", disse.Apesar de ter uma sociedade muito bem defendida pelas operárias, as formigas também podem sofrer com infiltrados, segundo a pesquisa conduzida pelas universidades de Turim, Oxford e pelo Centro de Ecologia e Hidrologia de Oxfordshire.
Sons produzidos pela larva da borboleta europeia Maculinea rebeli, por exemplo, imitam os sons produzidos por formigas adultas, particularmente pela rainha do formigueiro. "Pesquisas anteriores mostraram que parasitas sociais como estas larvas secretavam elementos químicos e usavam outras habilidades para conseguir se infiltrar em formigueiros", afirmou Francesca Barbero, pesquisadora da Universidade de Turim."Nosso novo trabalho mostra que o papel do som na troca de informações dentro de formigueiros foi muito subestimado e que a imitação do som fornece outra forma de infiltração para 10 mil espécies de parasitas sociais que exploram as sociedades de formigas."Os pesquisadores usaram gravações de sons emitidos pelas larvas nos formigueiros hospedeiros.

Os resultados demonstraram que, depois que a larva foi aceita no formigueiro por meio da liberação de elementos químicos que imitavam os liberados por formigas, a imitação de sons de uma formiga adulta permite com que a larva avance socialmente."Nossas experiências mostraram que, em resposta aos sons emitidos pelas larvas, as formigas operárias protegiam elas de uma forma parecida com que protegiam suas rainhas", disse Karsten Sch¶nrogge, do Centro de Ecologia e Hidrologia de Oxfordshire.
"FormiguinhaZ"

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Abelhas agem como humanos sob o efeito de cocaína, diz estudo


Um estudo australiano sugere que abelhas agem como humanos sob o efeito de cocaína.

Publicada na edição dessa semana da revista científica "Journal of Experimental Biology", a pesquisa visa analisar o funcionamento do cérebro das abelhas.

Os cientistas aplicaram uma pequena dose de uma solução de cocaína nas costas das abelhas e observaram o comportamento dos insetos. Eles monitoraram especialmente o comportamento das abelhas depois de procurarem e encontrarem comida.

Um estudo australiano sugere que abelhas agem como humanos sob o efeito de cocaína.Publicada na edição dessa semana da revista científica "Journal of Experimental Biology", a pesquisa visa analisar o funcionamento do cérebro das abelhas.

Os cientistas aplicaram uma pequena dose de uma solução de cocaína nas costas das abelhas e observaram o comportamento dos insetos. Eles monitoraram especialmente o comportamento das abelhas depois de procurarem e encontrarem comida.

Após a dose de cocaína, as abelhas passaram a se engajar em uma energética rotina de danças - uma forma de querer se comunicar intensamente com suas companheiras. Mais tarde, em outro experimento, os cientistas também descobriram que, a exemplo do que ocorre em seres humanos, as abelhas também sofrem de crise de abstinência quando deixam de receber doses habituais de cocaína.

Recompensa

"Quando as abelhas encontram uma boa fonte de pólen ou néctar, elas voam de volta à colméia e fazem uma dança simbólica para as outras abelhas --essa é uma forma especial de comunicação para contar aos outros sobre a recompensa que encontraram", explicou Andrew Baron, que coordenou o estudo.Segundo os cientistas, depois de receber uma dose de cocaína, as abelhas apresentavam danças muito mais energéticas para as companheiras de colméia e demonstravam mais entusiasmo sobre a descoberta de comida.

O estudo sugere que isso acontece porque a cocaína afeta o "processo de recompensa" no cérebro das abelhas, provocando a produção de um químico chamado octopamina-- substância semelhante à dopamina, precursor natural da adrenalina-- nos humanos.

"Você pode até pensar que abelhas e humanos não têm muito em comum, mas acontece que existe uma coisa que leva ambos a se comportarem da mesma maneira: nossa paixão pelas recompensas", disse Baron.

Abstinência

Os cientistas também analisaram o efeito do uso prolongado da droga nos insetos.

Para chegar aos resultados, Baron e sua equipe administraram doses diárias de cocaína nas abelhas durante uma semana. Durante esse período, os cientistas realizaram testes de aprendizado com os insetos, fazendo com que as abelhas distinguissem dois cheiros diferentes.
Enquanto estavam sob o efeito da droga, as abelhas desempenhavam bem o teste. No entanto, ao final da semana, quando os cientistas pararam com as doses, as abelhas sofreram uma espécie de "crise de abstinência" e tiveram um desempenho ruim nos testes.

"Com a administração contínua da droga, houve um impacto no desempenho da aprendizagem das abelhas, mas quando o tratamento foi encerrado, elas apresentaram dificuldades em aprender a tarefa - assim como quando os humanos entram em abstinência", disse Baron.
Ele explica que o próximo passo da pesquisa será analisar a tolerância e sensibilidade das abelhas à cocaína.

Segundo ele, o estudo pode ainda fazer com que as abelhas "se tornem uma alternativa mais ética" aos ratos e camundongos em experimentos que envolvem o uso de drogas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Cachorros demonstram "inveja" e "ciúme", diz estudo

Cachorros podem farejar situações injustas e apresentar uma emoção simples similar à inveja ou ciúmes, relataram pesquisadores austríacos na segunda-feira.

Cães zangaram-se e recusaram-se a "cumprimentar" outros cachorros que ganharam prêmios, caso eles não ganhassem também, disse o psicólogo de comportamento animal Friederike Range, da Universidade de Viena, que liderou o estudo sobre emoções caninas. "É um sentimento ou emoção mais complexa do que normalmente atribuiríamos a animais", disse Range.

O estudo, publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", também mostrou que os cachorros se lambem ou se coçam e agem de modo estressado quando se vêem sem os prêmios dados a outros cachorros.

:: Cães e catadores de papel mostram companheirismo nas ruas de SP ::

:: Luto de cães e gatos que perdem um companheiro é passageiro, dizem especialistas ::

Outras pesquisas já haviam mostrado que os macacos geralmente expressam ressentimento quando um parceiro recebe uma recompensa maior por executar uma tarefa idêntica, desferindo golpes ou ignorando o que percebem como uma recompensa inferior.

Em uma série de experiências com diferentes raças de cachorro, os pesquisadores observaram como dois animais sentados lado a lado reagiam a recompensas desiguais após dar a pata ao pesquisador.

Os cachorros não premiados lamberam a boca, bocejaram, coçaram-se, mostraram outros sinais de estresse e pararam de executar a tarefa, afirmou Range.

Para demonstrar que isso não era apenas por que os animais não ganhavam comida, os pesquisadores então testaram os cachorros sozinhos e descobriram que, nessa situação, os cães invejosos cooperavam por mais tempo antes de parar.

"Realmente diz respeito à distribuição desigual da recompensa", disse Range. "Se fosse apenas frustração, eles parariam ao mesmo tempo." (Reportagem de Michael Kahn)

FONTE

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Cães podem 'ler emoções' como humanos, diz estudo

Cães domésticos podem ter a capacidade de avaliar as emoções humanas ao olhar para o rosto de uma pessoa da mesma forma que nós fazemos, de acordo com uma reportagem da revista "New Scientist". A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Lincoln, na Inglaterra, e publicado na revista acadêmica "Animal Cognition". Segundo a reportagem da "New Scientist", quando olhamos para um rosto que vemos pela primeira vez, temos a tendência de olhar primeiro à esquerda, para o lado direito do rosto da pessoa. Isso só acontece quando olhamos para o rosto humano, e não para outros objetos. A revista diz que não há ainda uma explicação definitiva para isso, mas uma teoria é que o lado direito do rosto expressa melhor as emoções humanas. Agora, o estudo dos pesquisadores britânicos afirma que os cães também têm o mesmo comportamento.
Rosto invertido
A equipe mostrou a 17 cães imagens de faces humanas, de cães e de macacos e também objetos inanimados.Ao filmar os movimentos dos olhos e das cabeças dos animais, a equipe descobriu que, quando olhavam para o rosto humano, os cães também direcionavam o olhar à esquerda, para o lado direito da face. O mesmo comportamento não foi verificado quando os cães olhavam para as outras imagens. Segundo a reportagem, os pesquisadores sugerem que, depois de milhares de gerações de associação com os homens, os cães podem ter desenvolvido o comportamento como uma forma de identificar as emoções humanas. No entanto, quando os cães olharam para um rosto invertido, com a testa para baixo, os animais ainda assim olhavam à esquerda. Já os seres humanos abandonam o comportamento quando estão diante da imagem de um rosto invertido.
Segundo a reportagem da "New Scientist", os pesquisadores afirmam que isso não descarta a teoria de que os cães estão lendo as emoções humanas. A explicação estaria no fato de que o lado direito do cérebro do cachorro -- que processa informação do campo visual esquerdo -- está melhor adaptado para interpretar a face humana e que os animais não teriam como adaptar isso. MistérioAinda segundo a reportagem da "New Scientist", trabalhos complementares realizados pelos pesquisadores britânicos concluíram que a tendência de olhar à esquerda entre os cães é muito mais forte quando se deparam com um rosto aparentemente bravo do que com um neutro ou feliz. Mas nem todos pesquisadores estão convencidos de que o novo estudo oferece provas suficientes de que os cachorros podem, de fato, "ler" as emoções humanas.
O especialista Adam Miklosi, da Universidade Eotvos Loránd, em Budapeste, na Hungria, diz que o trabalho é interessante, mas que ainda é um mistério como os cães "entendem" o rosto humano. "Os cães podem ser capazes de reconhecer o rosto do dono, mas não há evidência de que podem reconhecer a emoção facial humana", disse Miklosi à "New Scientist".

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Com cérebro de "semente de gergelim", abelha conta só até quatro

Pesquisadores descobriram que abelhas podem contar até quatro, divulgou a rádio ABC
Abelhas têm capacidade de contar somente até quatro, indica estudo realizado na Universidade de Queensland, na Austrália
da Reuters, em Sydney
Um cientista da Universidade de Queensland, na Austrália, pôs cinco marcadores dentro de um túnel e colocou néctar em um deles. As abelhas que entraram no túnel voaram até a marca com o néctar, e continuaram fazendo a mesma coisa após a retirada do líquido.
"Percebemos que, se você as treina para ir à terceira marca, elas vão focar na terceira marca. O mesmo vale para a quarta marca", diz Mandyam Srinivasan. "Mas sua habilidade em contar parece ir apenas até aí. Elas não contar além de quatro."
"Quanto mais olhamos para essas criaturas que têm um cérebro do tamanho de uma semente de gergelim, mais impressionados ficamos. Elas realmente têm muitas capacidades que atribuímos apenas ao ser humano, tido como superior."
A pesquisa foi conduzida em parceria com a cientista sueca Marie Dacke.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mamíferos e outros bichos são transgênicos naturais, mostra estudo

Pesquisa feita nos EUA estudou origem de DNA 'saltador' em espécies.Fragmentos genéticos colonizaram vários animais independentemente.

Chamá-los de "invasores do espaço", como fizeram seus descobridores, comporta um certo exagero, mas não muito: estamos falando de pedaços de DNA estranhamente independentes, que colonizaram o genoma de uma quantidade impressionante de espécies animais, de morcegos a lagartos. A descoberta dos chamados SPACE INVADERS, ou SPIN, para encurtar, pode ser a primeira prova de peso sobre a importância da transferência de DNA de uma espécie para outra na evolução dos vertebrados terrestres -- em pelo menos um caso, o troca-troca de material genético deu até origem a um novo gene em camundongos.
Os SPIN foram identificados por uma equipe de biólogos da Universidade do Texas em Arlington (EUA), que descreve as bizarras descobertas sobre esses pedaços saltadores de DNA em artigo na revista científica americana "PNAS" . Foi por mera sorte que os SPIN acabaram chamando a atenção da equipe coordenada por Cédric Feschotte no Texas.
Os pesquisadores estavam analisando o genoma do gálago (Otolemur garnettii), uma forma primitiva de primata (mesmo grupo dos lêmures, macacos e humanos), em busca de transposons de DNA. São basicamente trechos de material genético capazes de pular de um lugar para outro no genoma, às vezes "recortando" e "colando" a si mesmos, às vezes "copiando" e "colando" sua seqüência de letras químicas, de forma que o DNA de uma espécie pode ter milhares de cópias do mesmo transposon.
Invasores por todos os lados
Até aí, tudo bem. A coisa começou a ficar surreal quando o transposon encontrado por Feschotte e companhia nos gálagos começou a aparecer, com pequenas variações, em cinco mamíferos sem nenhum parentesco próximo entre si (tenrec, morcego-pardo-pequeno, camundongo, rato e gambá), bem como numa espécie de lagarto e outra de sapo.
E, em muitos casos, a quantidade de cópias de SPIN é tão abundante que ela seria capaz de reorganizar boa parte do genoma. Para se ter uma idéia, cada SPIN tem pouco menos de 3.000 pares de "letras" químicas de DNA; com 100 mil cópias deles no genoma do tenrec, um estranho mamífero africano, a quantidade total de material genético derivado dos SPIN seria de 300 milhões de pares de "letras" -- o genoma humano inteiro tem 3 bilhões de pares de "letras" de DNA.
O rearranjo desses elementos saltadores com outros pedaços do genoma de camundongos parece ter sido responsável pela criação de um novo gene, segundo a análise feita pelos pesquisadores do Texas. É de se esperar que pedaços tão abundantes de DNA saltador mexam também em outras áreas do genoma, levando a modificações potencialmente importantes para a evolução das espécies "transgênicas".
Transgênicas? Sim, porque o fato de apenas algumas espécies sem parentesco direto terem sido afetadas pelos SPIN indica que eles as contaminaram de forma independente, não tendo sido transmitidos de ancestral remoto para descendentes ao longo da evolução. Para os pesquisadores, o mais provável é que um vírus, como o da varíola, tenta capturado o ancestral comum do DNA pula-pula há milhões de anos e infectado vários bichos diferentes com ele -- os vírus, de fato, têm o desagradável hábito de inserir material genético estranho no genoma de seus hospedeiros.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Anticorpos do tubarão 'podem ajudar a combater o câncer'

Cientistas australianos descobriram que anticorpos no sangue de tubarão podem, potencialmente, ser uma arma poderosa no combate ao câncer. Os tubarões possuem um sistema imunológico semelhante ao humano, mas os seus anticorpos - moléculas que combatem doenças - são excepcionalmente resistentes. Os pesquisadores da Universidade La Trobe, de Melbourne, acreditam que podem aproveitar essa resistência para ajudar a tornar mais lento o desenvolvimento de doenças como o câncer, levando a uma nova geração de medicamentos.
Ambientes ácidos
Os tubarões foram escolhidos para a pesquisa por possuírem um forte sistema imunológico e por raramente serem suscetíveis a infecções. De acordo com a equipe de cientistas, os anticorpos dos tubarões resistem altas temperaturas e ambientes adversos, como os extremamente ácidos ou alcalinos. Isso significa que eles seriam capazes de sobreviver em um ambiente como o aparelho digestivo humano - condição importante para o desenvolvimento de um tratamento por meio de pílulas. O professor Mick Foley, da Universidade de La Trobe, afirmou que as moléculas do tubarão podem também se associar às células cancerígenas, detendo a sua disseminação. "As células realmente se multiplicam menos do que quando nós não adicionamos os anticorpos do tubarão ou adicionamos uma quantidade irrelevante", disse o cientista. Já existem evidências de que os anticorpos desse animal podem retardar a proliferação do câncer de mama. No entanto, há esperança também de que eles possam ser usados no tratamento de outras doenças, como malária e artrite reumatóide, uma doença inflamatória incurável que ataca as articulações .

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"Bússola natural" das aves está nos olhos, sugere estudo de bioquímicos


É improvável que uma pessoa descubra para que lado fica o norte apenas olhando ao seu redor, mas um grupo de bioquímicos acaba de mostrar que aves migratórias provavelmente possuem essa habilidade. Já se sabia, na verdade, que algumas delas conseguem distinguir os pontos cardeais, mas ninguém sabe bem explicar como elas fazem isso. Um experimento de britânicos e americanos mostrou agora que é bem possível que o segredo esteja nos olhos.

O que os cientistas fizeram, na verdade, foi construir uma "bússola química", uma molécula cujas propriedades se alteram quando é submetida ao campo magnético da Terra. Em estudo na edição de hoje da revista "Nature", eles descrevem, pela primeira vez, como uma estrutura orgânica tão pequena pode funcionar.

A nova molécula sintética é parecida com a clorofila, que absorve a luz para gerar a energia química das plantas, mas tem mais uma propriedade: a intensidade da energia que ela gera muda quando ela está alinhada com um campo magnético, como o da Terra. Essa possibilidade já havia sido teorizada, mas ninguém punha muita fé que uma molécula orgânica pudesse responder ao magnetismo terrestre, que é bem mais fraco do que o de um ímã de geladeira. Os pesquisadores mostraram que, na nova "bússola química", quando uma quantidade de luz é absorvida, um elétron migra de uma ponta para a outra e depois volta, gerando uma tênue corrente elétrica.

"No olho de um pássaro, onde é possível que isso ocorra, um material de coleta [de luz] diferente provavelmente faz isso, mas não se sabe ainda exatamente qual", disse à Folha o bioquímico Devens Gust, da Universidade do Estado do Arizona, um dos autores do estudo. "Há evidências de que um material chamado criptocromo, um pigmento protéico achado tipicamente nos olhos de aves, possa fazer o mesmo tipo de transferência de elétrons da nossa molécula." Se conectada a um neurônio, uma bússola química poderia repassar sua informação diretamente para o cérebro.

O trabalho de Gust e de seus colegas deu força à teoria que estava perdendo espaço para uma outra hipótese --a de que o bico das aves possui partículas magnéticas que servem como pequenas bússolas tradicionais. "Mas pode ser que os pássaros usem ambos os mecanismos", diz Gust. O estudo, publicado hoje na revista "Nature", deve gerar um interesse pelo criptocromo. Se não for ele quem representa a "bússola química" nos animais, os biólogos devem então começar a procurar a molécula certa. O grupo de Gust diz que tentará criar uma molécula com aparência menos sintética, mais parecida com aquilo que efetivamente deve ser a rosa-dos-ventos das aves migratórias.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tartaruga extinta pode 'voltar a viver' em Galápagos

Um tipo de tartaruga das ilhas Galápagos poderia voltar a existir com o cruzamento de espécies semelhantes encontradas no próprio arquipélago, segundo cientistas da Universidade de Yale, em New Haven, nos Estados Unidos. Em texto publicado na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores afirmam ter encontrado parentes vivos da tartaruga conhecida como geochelone elephantopus, que vivia na ilha de Floreana. O cruzamento entre essas tartarugas que ainda existem poderia levar ao ressurgimento do animal extinto - mas isso poderia levar até um século.
"Nós podemos precisar de três ou quatro gerações para fazer isso", disse Gisella Caccone, da Universidade de Yale. "Mas, em teoria, pode ser feito, e acho que é bem excitante poder trazer de volta à vida um genoma que pensávamos estar perdido", acrescentou. Darwin A distribuição de tartarugas parentes entre as ilhas Galápagos foi uma das provas usadas por Charles Darwin para elaborar a sua teoria da evolução. Mas das 15 espécies encontradas por Darwin no arquipélago em 1835, quatro já se tornaram extintas. A elephantopus se tornor extinta menos de duas décadas depois da visita. Darwin observou que as tartarugas encontradas em muitas das ilhas tinham características em comum, mas eram diferentes de uma ilha para a outra. Ele depois chegou à conclusão de que os animais haviam sido levados às ilhas de Galápagos da América do Sul, onde espécies semelhantes podem ser encontradas.
Darwin também notou que muitas das tartarugas estavam sendo levadas por navegadores para serem mortas e ingeridas mais tarde.Caccone diz acreditar que cerca de 250 mil tartarugas podem ter sido removidas desta forma.Floreana e Isabela A ilha de Floreana, onde a baixa altitude faz com que a caça de espécies selvagens seja relativamente fácil, foi esvaziada mais do que todas, levando ao desaparecimento da Geochelone elephantopus.A maior ilha de todas, Isabela, foi menos abordada por navegadores e, agora, perto de um de seus vulcões, pesquisadores encontraram um grupo de animais que não se parecem com os outros ainda existentes no arquipélago. Uma análise genética recente mostrou que esses animais são semelhantes à especie que antes vivia em Floreana.
A provável explicação é que os navios de caça muitas vezes percebiam que haviam levado mais tartarugas do que precisavam e decidiam deixá-las em águas rasas ao retornar pelo arquipélogo. Algumas das tartarugas de Floreana teriam, então, chegado à Isabela, onde seus genes se misturaram aos de outras espécies - lentamente, já que os animais levam cerca de 25 anos para produzir uma nova geração. Mas encontrar parentes de uma espécie extinta é uma coisa, outra é usar essa herança genética para trazê-la de volta. A equipe de Yale planeja realizar uma pesquisa mais extensa na ilha de Isabela para identificar mais animais que levam os genes da elephantopus. Caccone afirma que seria necessário então escolher determinados animais dependendo do tipo de gene que carregam. Mas os longos intervalos entre as gerações de tartarugas indicam que, mesmo que tenha início, o projeto não deve ser concluído em breve. Um século seria uma aposta razoável.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

DNA de fezes vai delatar donos de cães "porcalhões" em Israel

Uma cidade israelense vai implantar testes de DNA com cocô de cachorro para punir os donos de animais que sujarem as ruas e recompensar os que o fizerem em local adequado.


Dentro de um programa-piloto de seis meses lançado nesta semana, a cidade de Petah Tikva está pedindo aos cidadãos que levem seus animais a um veterinário do município para coletar amostras de material da boca do pet. O governo local usará a base de dados de DNA para cruzar as informações com as dos dejetos encontrados nas ruas e identificar o proprietário do cão.

Os donos dos pets que fizerem suas necessidades nos locais permitidos --previamente demarcados-- poderão receber recompensas, como cupons para ração e brinquedos. Mas o proprietário de um animal cujo cocô ficar sob a sola de sapato de alguém vai ganhar uma multa municipal.

"Meu objetivo é envolver os moradores e dizer a eles que, juntos, podemos tornar nosso ambiente limpo", afirmou Tika Bar-On, chefe veterinário autor do projeto. Bar-On disse ainda que o banco de dados poderá ajudar também nas pesquisas sobre doenças genéticas caninas e pedigrees, além de auxiliar na identificação de animais perdidos.

Bom, deles é que não é a culpa, né?

FONTE *nota - em breve mais posts sobre esse assunto, digamos, "pegajoso"

domingo, 21 de setembro de 2008

Verme pode ajudar a tratar artrite reumatóide, diz estudo

Uma molécula secretada por vermes do tipo nematóide pode ajudar no desenvolvimento de um tratamento mais eficaz para tipos de artrite com inflamação.

Os vermes nematóides são os causadores da elefantíase e segundo os especialistas, a molécula ES-62 já circula no sangue de milhões de pessoas infectadas com o verme nos trópicos.

A equipe de cientistas, das universidades de Glasgow e Strathclyde, afirma que doenças auto-imunes, como artrite reumatóide e esclerose múltipla tendem a ser raras em países onde infecções provocadas por vermes são endêmicas.

Eles acreditam que a molécula ES-62 pode ser chave na prevenção dessas doenças e pretendem produzir uma derivativa sintética da substância que poderia ser usada para combater artrite reumatóide.

Segundo os especialistas, a presença da molécula ES-62 no organismo não provoca efeitos colaterais e nem inibe a habilidade de as pessoas infectadas lutarem contra outras infecções.

Iain McInnes, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, disse que a molécula ES-62 parece agir como um termostato que combatem doenças inflamatórias, o deixando os essenciais mecanismos de defesa intactos para lutar contra outras doenças e câncer.

"Essa propriedade também faz da molécula uma ferramenta única para que cientistas identifiquem como tais doenças inflamatórias ocorrem".

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Filhotes de pássaros balbuciam como bebês antes de começar a cantar

rapaz aplicado, esse..
Os filhotes de pássaros, assim como os bebês humanos, balbuciam enquanto estão aprendendo a imitar o canto adulto, segundo um novo estudo publicado na revista "Science". Segundo pesquisadores, isso pode explicar como os humanos aprendem novas atividades.
"O balbuciar durante o processo de aprendizagem do canto exemplifica o comportamento exploratório curioso que freqüentemente chamamos de brincadeira, mas que é essencial para aprender por meio de tentativas e erros", afirma o neurocientista Michael Fee, principal autor do estudo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Os filhotes de tentilhões gorjeiam com sons variados e praticam sem parar até conseguir imitar o canto adulto corretamente, a partir do canto de seus pais, segundo o trabalho. "Esta variedade inicial é necessária para o aprendizado, motivo pelo qual queremos determinar se é fruto de um fator motor adulto ainda imaturo ou de algum outro sistema", disse Fee.

Estudos anteriores sobre o tentilhão já haviam revelado que os pássaros pequenos têm dois circuitos cerebrais separados dedicados ao canto, um para aprender e outro para reproduzir as canções aprendidas, chamado de circuito motor.

Se o primeiro circuito é prejudicado de alguma maneira quando a ave jovem ainda está começando, ela não conseguirá mais aprender e seu canto não se desenvolverá por completo. Se, por outro lado, um tentilhão adulto que já aprendeu a cantar perde a capacidade de usar essa parte do cérebro, isso não afetará sua habilidade de canto.

A equipe do MIT decidiu analisar o que acontece quando o circuito motor é prejudicado em filhotes e descobriu que, mesmo assim, eles continuavam cantando, o que significa que algum outra parte do cérebro é responsável pelo balbuciar.


Os pesquisadores também constataram que, em pássaros adultos, o circuito do aprendizado não se atrofia por falta de uso, mas permanece intacto. Se o circuito motor deles for afetado, apesar de já serem adultos, os pássaros voltarão a balbuciar como os filhotes.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Andorinhas "maquiadas" também ficam mais atraentes


A espécie humana não é a única que pode se beneficiar do uso de cosméticos. Um experimento nos Estados Unidos mostrou que as andorinhas também mudam de comportamento quando têm uma "ajudinha extra" no visual --mas, nesse caso, é o macho que recebe a "maquiagem".
Usando uma caneta de US$ 5,99, pesquisadores pintaram machos de andorinha-das-chaminés. O peito cor de ferrugem dos animais foi escurecido. Assim, os outros machos de peito naturalmente escuro passaram a parecer mais claros.
Divulgação
Machos de andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) chegaram a perder peso depois de serem pintados com caneta
Como resultado, os animais pintados começaram a ser mais aceitos pelas fêmeas, a produzir mais testosterona e até a perder peso.
"As fêmeas devem estar achando esses pássaros mais sexy, e como conseqüência eles devem estar se sentindo melhor consigo mesmos", afirma Kevin McGraw, co-autor do estudo.
O biólogo ficou especialmente surpreso porque as mudanças químicas nos pássaros --especialmente as hormonais-- começaram a acontecer apenas uma semana após a "maquiagem".
Trinta machos foram pintados. Depois de uma semana, o nível de testosterona deles havia se elevado em 36%, em média, em uma época em que a quantidade desse hormônio geralmente declina --nos animais não pintados, a queda foi de 50%.
"É aquele ditado: a roupa faz o homem", diz Rebecca Safran, bióloga que também participou do experimento.
A perda de peso, segundo Rebecca, pode ser facilmente explicada: quanto mais os machos namoram, menos tempo perdem comendo e mais rapidamente gastam as calorias ingeridas.
A pesquisa foi divulgada na publicação "Current Biology".


FONTE

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"Gangues" de aves se comportam como torcida de futebol

Zombeteiro-de-bico-vermelho (Phoeniculus purpureus) se comporta como um torcedor de futebol fanático, diz estudo britânico


Só falta a "ola". Segundo um estudo da Universidade de Bristol, na Inglaterra, grupos de pássaros se comportam como torcedores de futebol fanáticos.
Quando se confrontam, as turmas de aves rivais entoam cantos e tomam partido dos companheiros do grupo, inclusive consolando os colegas quando perdem uma briga.

Os zombeteiros-de-bico-vermelho (Phoeniculus purpureus), originários do sul da África, vivem em "gangues" de mais de 12 elementos e, quando encontram adversários, fazem verdadeiras disputas vocais com cantos agressivos, informa a agência France Presse.

A pesquisa, liderada por Andy Radford e publicada no "Proceedings of the Royal Society - Series B", revela ainda que os pássaros limpam uns aos outros após um conflito, especialmente logo depois de perder a disputa ou após uma briga de longa duração.

"É parecido com os torcedores de futebol se consolando no bar quando o time perde. As aves dão apoio umas às outras", diz o estudo.

E mais: os subordinados são devidamente reconhecidos após uma árdua batalha. Quando a briga acaba, os membros dominantes limpam os hierarquicamente inferiores, aparentemente em retribuição à participação na disputa ou para encorajá-los a lutar novamente em futuras brigas.

"Essa limpeza reduz o estresse e estimula a união", diz Radford.