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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Mais de 75% da população de peixes está ameaçada, alerta WWF


Berlim, 15 dez (EFE) - Mais de 75% da população de peixes do mundo está ameaçada devido à pesca predatória, segundo um estudo apresentado hoje em Hamburgo pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, em inglês).Uma das espécies mais ameaçadas é a Sebastes marinus, pelo que o WWF recomenda aos consumidores não incluir o peixe em seu menu.A captura destes peixes tem também um efeito colateral especificamente ruim: a destruição de corais de água fria milenares.

A organização ambientalista exige, por esse motivo, a proibição absoluta de toda pesca em águas profundas e pede aos consumidores a comprar só peixe com o selo ecológico Marine Stewardship Council (MSC).O WWF também desaconselha comprar camarões de peixarias procedentes do litoral tropical da América do Sul, pois para construir estes criadouros muitos mangues são destruídos.Além disso, para cada camarão destinado à criação na feitoria, 100 peixes morrem nas redes.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A terra não aguenta 2: Apetite voraz

A humanidade usa os recursos naturais como se eles fossem inesgotáveis. É aí que mora o perigo

Água doce

Apenas 1% de toda a água do planeta é apropriada para beber ou ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e montanhas. Hoje, a humanidade utiliza metade das fontes de água doce do planeta. Em quarenta anos, utilizará 80%. A situação fica mais grave quando se considera que 50% dos rios do mundo estão poluídos

Terras cultiváveis

O planeta é formado por 15 bilhões de hectares de terras, mas só 12% delas servem para o cultivo. As demais correspondem a cidades, pastos, desertos, zonas montanhosas e geleiras. Nas últimas três décadas, o total de terras atingidas por secas severas dobrou por causa do aquecimento global. Na China, todos os anos uma área equivalente à metade de Sergipe se transforma em deserto

Cardumes

Das 200 espécies de peixe com maior interesse comercial, 120 são exploradas além do nível sustentável. Nesse ritmo, o volume de pescado disponível terá diminuído em mais de 90% por volta de 2050

Oceanos

Estima-se que 40% da área dos oceanos esteja gravemente degradada pela ação do homem. Nas últimas cinco décadas, o número de zonas mortas nos oceanos cresceu de três para 150. Das 1 400 espécies de coral conhecidas, treze estavam ameaçadas de extinção há dez anos. Hoje, são 231

Atmosfera

Desde 1961, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) despejada pela humanidade na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis cresceu dez vezes. Essa descarga poluente provoca o aquecimento do planeta, o que causa secas, inundações, acidificação dos oceanos e extinção de espécies
FONTE
Fotos AFP, Mark A. Johnson/Corbis/Latinstock,Fred Bavendam/Minden Pictures/Latinstock, Case/divulgação e divulgação

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A terra não agüenta

A humanidade já consome mais recursos naturais
do que o planeta é capaz de repor. O colapso é
visível nas florestas, oceanos e rios. O ritmo atual
de consumo é uma ameaça para a prosperidade
futura da humanidade
Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira


Montagem com foto de William Whitehurst/Corbis


VEJA TAMBÉM
Nesta reportagem
• Quadro: A extinção em massa

A exploração dos recursos naturais da Terra permite à humanidade atingir patamares de conforto cada vez maiores. Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza, sempre se aproveitou como se o dote fosse inesgotável. Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos recursos naturais dos quais o homem depende para manter seu padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto – e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado na semana passada pela ONG World Wildlife Fund dá a dimensão de como a exploração dos recursos da Terra saiu do controle e das conseqüências que isso pode ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não mais dá conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela.

A conta da ONG foi feita da seguinte forma. Primeiro, estimou-se a quantidade de terra, água e ar necessária para produzir os bens e serviços utilizados pelas populações e para absorver o lixo que elas geram durante um ano. A seguir, esses valores foram transformados em hectares e o resultado dividido pelo número de habitantes do planeta. Chegou-se à conclusão de que cada habitante usa 2,7 hectares do planeta por ano. Nesta conta, o brasileiro utiliza 2,4 hectares. De acordo com a análise, para usar os recursos sem provocar danos irreversíveis à natureza, seria preciso que cada habitante utilizasse, no máximo, 2,1 hectares. Se o homem continuar a explorar a natureza sem dar tempo para que ela se restabeleça, em 2030 serão necessários recursos equivalentes a dois planetas Terra para atender ao padrão de consumo. Essa perspectiva, conclui o relatório, é uma ameaça à prosperidade futura da humanidade, com impacto no preço dos alimentos e da energia.

Nos últimos 45 anos, a demanda pelos recursos naturais do planeta dobrou. Esse aumento se deve, principalmente, à elevação do padrão de vida das nações ricas e emergentes e ao crescimento demográfico dos países pobres. A população africana triplicou nas últimas quatro décadas. O crescimento econômico dos países em desenvolvimento, como a China e a Índia, vem aumentando em ritmo frenético a necessidade de matérias-primas para as indústrias. China e Estados Unidos, juntos, consomem quase metade das riquezas naturais da Terra. O impacto ambiental da China se explica pela demanda de sua imensa população e, nos Estados Unidos, pelo elevado nível de consumo. Nas contas da World Wildlife Fund, enquanto o chinês usa 2,1 hectares do planeta, o americano chega a utilizar 9,4 hectares. Se todos os habitantes do planeta tivessem o mesmo padrão de vida dos americanos, seriam necessárias quatro Terras e meia para suprir suas necessidades.

A exploração abusiva do planeta já tem conseqüências visíveis. A cada ano, uma área de floresta equivalente a duas vezes o território da Holanda desaparece. Metade dos rios do mundo está contaminada por esgoto, agrotóxicos e lixo industrial. A degradação e a pesca predatória ameaçam reduzir em 90% a oferta de peixes utilizados para a alimentação. As emissões de CO2 cresceram em ritmo geométrico nas últimas décadas, provocando o aumento da temperatura do globo.

Evitar uma catástrofe planetária é possível. O grande desafio é conciliar o desenvolvimento dos países com a preservação dos recursos naturais. Para isso, segundo os especialistas, são necessárias soluções tecnológicas e políticas. "Os governos precisam criar medidas que assegurem a adoção de hábitos sustentáveis, em vez de apenas esperar que as pessoas o façam voluntariamente", disse a VEJA o antropólogo americano Richard Walker, especialista em desenvolvimento sustentável da Universidade Indiana, nos Estados Unidos. O engenheiro agrônomo uruguaio Juan Izquierdo, do Programa das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, propõe que se concedam incentivos e subsídios a agricultores que produzam de forma sustentável. Diz ele: "Hoje, a produtividade de uma lavoura é calculada com base nos quilos de alimento produzidos por hectare. No futuro, deverá ser baseada na capacidade de economizar recursos escassos, como a água". Como mostra o relatório da World Wildlife Fund, é preciso evitar a todo custo que se usem mais recursos do que a natureza é capaz de repor.
FONTE

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Armagedom


A rede de televisão alemã ZDF exibiu na noite de terça-feira um documentário que simulou o que aconteceria se um meteoro, como o que teria causado a extinção dos dinossauros, colidisse com a Terra nos dias de hoje.
Armaggedon – Der Einschlag ("Armagedom – O Impacto", em tradução livre) é uma mistura de documentário e ficção que mostra simulações dos possíveis efeitos da catástrofe em todo o mundo, usando animações e efeitos especiais.
O meteoro que teria sido responsável pela extinção dos dinossauros caiu no Golfo do México há 65 milhões de anos e causou destruição em todo o globo, além de baixar a temperatura do planeta.

Segundo os cientistas, o impacto do meteoro causaria a destruição de várias cidades, além de incêndios e maremotos em todo o mundo.
Além disso, o meteoro poderia provocar uma nova Era do Gelo, já que imensas nuvens de fumaça escureceriam o planeta.

O filme foi produzido com base em dados científicos fornecidos por dez renomados especialistas em catástrofes naturais de todo o mundo. O geofísico americano Jay Melosh diz, no filme, que a energia liberada pelo impacto de um meteoro de 13 quilômetros de diâmetro é equivalente a uma explosão de 100 milhões de toneladas do explosivo TNT.

Cenas geradas em computador mostraram, entre outras cenas, a inundação de Nova York, e a cidade de Paris em meio a uma nova era glacial.
O filme mostrou os efeitos da catástrofe nas vidas de personagens em quatro cantos diferentes do globo: um motorista de táxi mexicano, uma família parisiense, um pigmeu em Camarões e dois cientistas no Havaí.
Os especialistas consultados pela produção do filme dizem que uma catástrofe dessas proporções poderia voltar a acontecer.

No entanto, os cientistas esperam ter tempo suficiente para encontrar uma solução para o problema.
No filme, uma sonda equipada com bombas é enviada para explodir o meteoro. A missão falha, e a catástrofe tem o seu início.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mistérios interessantes


Olhando no site da BBC Brasil, encontrei uma reportagem interessante, sobre uma jóia de Tutancâmon, um dos mais famosos faraós egípcios e um dos personagens mais estudados da Antiguidade

Uma pedra usada como adorno da peça tem origem não identificada, e a reportagem especula sobre as possíveis causas - uma explosão que transformasse areia em vidro: "algo muito maior em termos de energia do que testes atômicos. 'Dez mil vezes mais poderoso' ".

Uau!

Para ler, clique aqui

terça-feira, 14 de outubro de 2008

ONU declara que 2009 será o Ano do Gorila

Gorilas correm risco de extinção na natureza (foto de 25/02/2003)



A Convenção de Espécies Migratórias (CMS, sigla em inglês), entidade de preservação animal ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) e sediada na Alemanha, informou nesta terça-feira (14) que 2009 será o Ano do Gorila, bicho seriamente ameaçado de extinção.O motivo, segundo a CMS, que opera com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), é o sério risco da espécie: três das quatro subespécies de gorilas estão ameaçadas de extinção e fazem parte da lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), classificadas como "criticamente em perigo".Os animais estão especialmente ameaçados por destruição do habitát, doenças, efeitos de conflitos armados na África e doenças como Ebola. Entre as propostas para tentar salvar os gorilas estão o treinamento e financiamento de guardas florestais, apoio à pesquisa científica e novas formas de geração de renda com o ecoturismo. Também fazem parte do programa de proteção a Unesco (entidade da ONU voltada à educação, ciência e cultura) e a Associação Mundial de Zoos e Aquários (Waza, sigla em inglês).O do Ano do Gorila já está no ar, em inglês, mas há nele a informação de que deverá sofrer modificações nos próximos meses. Por ora, o site disponibiliza as descrições dos órgãos que participam do projeto e um texto sobre os gorilas e suas semelhanças com o homem, tal como capacidade de expressar alegria e angústia, além de habilidades em usar ferramentas básicas.

sábado, 11 de outubro de 2008

Um em cada cinco mamíferos 'corre risco de extinção'

Lista vermelha contém quase 45 mil espécies - 38% ameaçadas

Cerca de 20% dos mamíferos do planeta correm risco de desaparecer, segundo a avaliação mais completa já feita da situação destas espécies no planeta.
Segundo a "lista vermelha" publicada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), pelo menos 1.141 das 5.487 espécies de mamíferos terrestres estão ameaçadas de extinção.

Pelo menos 188 se enquadram na categoria máxima de "perigo crítico", afirmou a UICN, que considerou a situação como uma "crise de extinção".

O estudo, apresentado no Congresso Mundial da Natureza, que vai até o dia 14 de outubro em Barcelona, na Espanha, afirma que desde o ano 1500 pelo menos 76 espécies desapareceram.

Segundo a entidade, isto se deve à perda e degradação dos hábitats de 40% dos mamíferos do planeta, em especial na América Central e do Sul, na África ocidental, oriental e central, em Madagascar e no sul e sudeste da Ásia.

Não só mamíferos

A última edição da lista vermelha da UICN inclui 44.838 espécies, das quais 16.928 – quase 38% do total – correm perigo. Mais de 3,2 mil estão na categoria de ameaça máxima, disse a UICN.

Os anfíbios também enfrentam o que a entidade qualifica como "crise", com 366 espécies adicionadas à lista este ano.

Atualmente, 1.983 espécies (ou 32,4% do total) estão ameaçadas ou extintas, disse a entidade. Na Costa Rica, por exemplo, um sapo da espécie Incilius holdridgei não é observado desde 1986.

Novo índice

A UICN anunciou em Barcelona o lançamento do que chamou "o índice Dow Jones da biodiversidade" - um indicador para monitorar a ameaça às espécies.

Calculado em cooperação com a Sociedade Zoológica de Londres, o índice acompanha um conjunto de 1,5 mil espécies representativas da biodiversidade do planeta, para acompanhar as tendências gerais em relação a seu status.

Cientistas já realizaram avaliações de todas as aves, mamíferos e anfíbios conhecidos, mas a amostragem geral só abarcava 4% da biodiversidade terrestre.

"Estamos emergindo das trevas no que diz respeito aos conhecimentos de conservação. Até agora nos baseávamos em um subconjunto muito limitado de espécies", disse em um comunicado o diretor dos programas de conservação da Sociedade Zoológica londrina, Jonathan Baillie.


O sapo Incilius holdridgei, da Costa Rica, não é observado desde 1986


"No futuro, ampliaremos o âmbito de nossos conhecimentos das espécies, incluindo uma gama de grupos mais extensa, o que permitirá assistir as decisões políticas de maneira muito mais objetiva e representativa."

Perda de biodiversidade

O trabalho quer se somar a esforços para o objetivo de conter até 2010 a gradual perda da biodiversidade da Terra.

Um estudo realizado pelo cientista Jan Schipper, da organização Conservação Internacional (CI), afirma que a porcentagem de mamíferos ameaçada pode ser na verdade maior – 36%, nos cálculos de um artigo científico dele a ser publicado na revista Science.

"Isto indica que a prioridade para o futuro consiste em implementar ações de conservação apoiadas em bases científicas", declarou Schipper.

A UICN afirmou que faltam dados para avaliar com precisão o status de 836 espécies de mamíferos e que, por isso, outras podem estar sob risco de desaparecer.

Por outro lado, os resultados mostram que determinadas espécies à beira da extinção podem se recuperar – 5% dos mamíferos atualmente ameaçados demonstram sinais de recuperação em estado silvestre, disse a entidade.

FONTE

terça-feira, 22 de julho de 2008

Diabo-da-tasmânia resistente a câncer pode salvar espécie

Nota do Blog: lembram desse post? Se não viram, leiam antes de ver a notícia abaixo:

Um diabo-da-tasmânia chamado Cedric pode ser a chave para a sobrevivência da espécie de animal, dizem cientistas australianos. O maior marsupial carnívoro do mundo está ameaçado de extinção por causa de um misterioso tipo de câncer na face.
Mas os pesquisadores dizem que Cedric, aparentemente, tem uma resistência natural a tumores, que são contagiosos, e que dizimaram metade da população da espécie na Tasmânia, ilha australiana da qual o animal virou um símbolo.
Cedric é o primeiro diabo-da-tasmânia a mostrar qualquer imunidade à doença, que causa desfiguramento. Os animais infectados não conseguem mais comer ou enxergar e acabam morrendo de fome. O animal foi capturado no oeste da ilha no ano passado, juntamente com seu meio-irmão, Clinky. Ambos receberam uma injeção com células mortas de tumores. Clinky não produziu anticorpos, mas Cedric o fez e, aparentemente, construiu defesas contra a misteriosa doença.
Alex Kriess, da equipe de pesquisa, disse que ambos tiveram depois células cancerosas injetadas no rosto. "Eles não desenvolveram o tumor até agora", afirmou. "Nós injetamos muito poucas células, por isso pode levar um tempo até que desenvolvam alguma coisa que possa ser vista."
A aparente resistência de Cedric à doença é vista como um avanço significativo. Os tumores faciais estão acabando com os animais de sua espécie na costa leste da Tasmânia, mas Cedric é de uma população geneticamente diferente que vive do outro lado da ilha.
Cientistas do Projeto para Salvar o Diabo-da-Tasmânia esperam que os marsupiais que compartilhem de suas características genéticas também possam ser imunes ao câncer ou capazes de reagir a uma vacina. Se não houver um avanço real, os especialistas temem que a espécie possa estar extinta dentro de 20 anos.

FONTE

Filipino é acusado de matar e comer águia ameaçada


O governo das Filipinas instruiu promotores do país a entrar com um processo contra um fazendeiro que teria matado e comido uma das águias mais raras do mundo.
O homem de 22 anos, Brian Balaon, poderá ser condenado a até 12 anos de prisão se for considerado culpado da morte da águia.
Segundo Steve Jackson, editor da BBC para a região, a águia morta está entre as maiores e mais fortes do planeta, mas também é uma espécie muito ameaçada.
Ambientalistas estimam que existem menos de 250 aves adultas na natureza. Por isso, a história do que aconteceu a uma dessas águias, ainda jovem, atraiu a atenção de muitos.

Restos

Os restos da ave foram encontrados em um parque nacional filipino há duas semanas.
A águia tinha sido libertada no local em março de 2008, munida de um dispositivo de rastreamento.
Quando guardas florestais notaram, pelo dispositivo de rastreamento, que a ave não se movia há algum tempo, iniciaram as buscas e encontraram o esqueleto e o transmissor perto de uma árvore.
O fazendeiro Brian Balaon se apresentou depois, afirmando que tinha matado a águia com uma espingarda de ar comprimido e comido a carne com amigos.
Balaon afirmou que não sabia que a águia era uma espécie ameaçada. Se for considerado culpado, o fazendeiro poderá ser condenado a uma pena que varia de seis a 12 anos de prisão.
O secretário de Meio Ambiente das Filipinas pediu que a punição do fazendeiro seja severa para mostrar que as autoridades querem aplicar as leis de proteção da vida selvagem no país.
*Nota do Blog: alguém aí também acha que poderia haver outra saída? Esses filipinos, Deus me livre..

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Kakapo!!


O kakapo (Strigops habroptilus) é uma espécie de papagaio noturno, endémico da Nova Zelândia, notável por ser a única espécie da ordem Psittaciformes incapaz de voar. O seu nome comum significa papagaio da noite em maori. O kakapo é uma ave em em perigo crítico de extinção, com uma população total de apenas 86 exemplares, todos eles monitorados por equipas científicas.

O kakapo é um papagaio de constituição robusta que pode medir até 60 cm de comprimento e pesar entre 3 a 4 quilos, um valor relativamente elevado em relação a outras aves do seu tamanho e que só é possível por ser não voadora. As asas são atrofiadas e pequenas e servem apenas como balanço quando estas aves circulam entre ramos de árvores.

A plumagem do kakapo providencia uma boa camuflagem contra a vegetação nativa e é em tons de verde-seco, listado de preto na zona dorsal, sendo a zona ventral e garganta de cor amarelada.

Os kakapos são aves herbívoras que se alimentam de várias espécies nativas da Nova Zelândia, consumindo sementes, frutos e pólen. A sua fonte de alimento favorita é o fruto do rimu, uma árvore endémica do seu habitat. Ocasionalmente, os kakapos podem também alimentar-se de insectos e outros pequenos invertebrados.

Os antepassados dos kakapos colonizaram a Nova Zelândia há milhões de anos atrás. Com o passar do tempo geológico, o kakapo ancestral, que deveria ser semelhante aos papagaios modernos, evoluiu de acordo com o seu ambiente, livre de predadores e sem mamíferos nativos à excepção de 3 espécies de morcego. Em consequência, tornaram-se maiores e mais pesados, perderam a capacidade de voar e ocuparam o nicho ecológico normalmente preenchido por pequenos mamíferos noturnos e herbívoros. Antes da chegada dos humanos ao arquipélago, o kakapo era uma espécie muito bem sucedida, com uma população de milhões de indivíduos, distribuida por ambas as ilhas principais da Nova Zelândia.
A chegada dos maori deu início ao declínio dos kakapos. Os maori caçavam esta espécie como fonte de comida fácil, uma vez que os kakapos paralisam com o perigo, mas também pelas suas penas usadas para decorar capas.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Leopardo-das-neves (Ásia Central)


Quando um leopardo-das-neves persegue a presa na montanha, ele se move lenta e suavemente com suas largas patas dotadas de pelagem extra entre os dedos, "feito a neve derretida deslizando de uma rocha", diz Raghu.
"É necessário desviar o olhar por um minuto para perceber o animal se movendo. Se desloca um pedregulho ao andar em uma superfície inclinada, ele logo o retém com a pata, impedindo que caia e faça barulho." Um leopardo-das-neves pode estar se movimentando neste instante em silêncio e absoluta tensão, e bem próximo, quem sabe? Mas onde? E quantos ainda existem?

Chamado de shan em ladakhi, de irbis em mongol, de barfana chita – chita da neve – em urdu e de Uncia uncia pelos cientistas que estudam os carnívoros, o leopardo-das-neves vive numa área de cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados espalhada em territórios de 12 nações. Você nunca escuta um bicho desses denunciando sua localização ao rugir. Ele não tem na garganta a estrutura necessária para isso, embora possa sibilar, miar, grunhir e uivar. Além de serem reservados, camuflados e, em geral, solitários, os leopardos-das-neves são mais ativos nas horas de lusco-fusco, à noite e ao amanhecer, em meio ao mais formidável tumulto de montanhas da Terra: o Himalaia e o Karakoram; o platô do Tibet e a vizinha Kunlun; o Hindu Kush, os Pamir e Tian Shan; os Altay, cujos picos definem a fronteira da Mongólia com China, Cazaquistão e Rússia; e a cadeia Sayan, a oeste do lago Baikal.

Adaptados às altitudes e ao frio, tais felinos sempre viveram de modo esparso, mas essa tendência se agravou no último século, quando milhares viraram casaco de pele. Embora oficialmente protegidos desde 1975 pela Convenção do Comércio Internacional de Espécies em Extinção, os leopardos continuam a ser mortos por sua pele. E a demanda por seus ossos e seu pênis, estimados como tonificantes no leste da Ásia, está crescendo. O mesmo acontece em relação aos conflitos com os rebanhos, o que gera mais perseguição por parte dos pastores. Iscas, laços, mundéu (chão falso com fosso por baixo) e venenos tornam muito mais fácil matar um leopardo-das-neves do que ver um deles vivo.
A população atual é estimada em nada além de 4 mil a 7 mil animais. O número total pode ser menos da metade do que era há um século.


Ao se esfregar, coçar, urinar e defecar, o leopardo-das-neves marca seu caminho com um cheiro pungente que ajuda os felinos a evitar confrontos no território que dividem. Durante a época de acasalamento, porém, o odor funciona como um ímã. A cauda fofa e enorme ajuda o leopardo a se manter aquecido e garante seu equilíbrio. Esses predadores preservam o balanço do ecossistema das montanhas ao reduzir os contingentes de carneiros e cabras selvagens, que de outra maneira poderiam dizimar as pastagens.


Belíssima reportagem da National Geographic sobre um belíssimo animal. Para ler na íntegra, clique no link. Pra assitir um vídeo relacionado, clique aqui.

domingo, 15 de junho de 2008

Ô bicho lindo!!


Estamos inaugurando mais uma série aqui no blog: animais exóticos - porque "quem ama o feio, bonito lhe parece"!

Brincadeiras à parte, deixaremos, sempre que possível, links interessantes, de forma a conhecermos um pouquinho melhor as espécies mostradas.

Começamos assim com o macaco Proboscis, de Borneo (Oceania), um primata exclusivo daquela área, em risco de extinção. Para mais, clique aqui.

* NOTA DO BLOG: na minha terra, ele seria chamado de "ladrão de oxigênio" - na minha terra, aliás, quase não chove, mas que VENTA, ah, como venta..

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Exposição Londrina mostra animais feitos de lixo

"TYREnnosaurus" - T. rex de pneus velhos - bacana!

A exposição Recycled Sculpture Show, exposta no Zoológico de Londres desde último dia 30, é parte do festival Love London, Love your Planet (Ame Londres, Ame seu Planeta). Nela, estão à mostra esculturas feitas a patitr de lixo. A oportuna exposição tem como objetivo a conscientização ecológica

As esculturas recicladas ficarão em exposição no zoológico de Londres até 5 de setembro















Mais uma do site da BBC. Para ver, clique aqui

domingo, 25 de maio de 2008

Doença ameaça existência do diabo-da-tasmânia

Diabo da Tasmânia

Cientistas estudam um tipo de tumor facial agressivo que tem atingido a espécie diabo-da-tasmânia na mata. A grave doença tem provocado a diminuição destes animais, que correm o risco de desaparecer em cerca de 20 anos. Reportagem da Reuters - em vídeo - no link abaixo:



segunda-feira, 21 de abril de 2008

Brasileiros acham crocodilo "guerreiro dos mares" em Pernambuco


Pesquisadores brasileiros anunciaram nesta quarta-feira, no Rio, a descoberta de uma nova espécie de crocodilo marinho. O Guarinisuchus munizi, apelidado de o "guerreiro dos mares", tem provável origem na África, há cerca de 200 milhões de anos.
Os fósseis do animal foram encontrados em uma mina de calcário em Poty, a 30 km de Recife, por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco. O animal, que crescia até cerca de três metros, teria chegado ao continente americano há cerca de 62 milhões de anos.


(Folha Online)

Biólogos querem clonar espécie de rinoceronte ameaçada de extinção

Em um esforço para salvar um dos animais que mais correm perigo de extinção, o rinoceronte branco do norte, cientistas britânicos querem recorrer a técnicas de clonagem.
Especialistas da Royal Zoological Society e da Universidade de Edimburgo querem preservar os genes de um rinoceronte em cativeiro utilizando uma técnica que mistura suas células da pele com embriões de um animal de uma subespécie muito próxima, o rinoceronte branco do sul, dos quais restam mais de 11 mil exemplares, principalmente na África do Sul.
Os cientistas confiam que algumas dessas células irão produzir o esperma e os óvulos do rinoceronte branco do norte, informou nesta sexta-feira o jornal "The Independent".
Se a experiência der resultado, os biólogos confiam em utilizar a mesma técnica para salvar outras espécies cujas populações foram reduzidas por causa da caça e da perda gradual de seus habitats.
Pioneiro
Segundo Ian Wilmut, o diretor da equipe que clonou a ovelha Dolly e que faz parte do projeto de pesquisa, a nova técnica é mais promissora e prática que o método que ele utilizou em seu trabalho pioneiro, há mais de dez anos.
O professor Robert Millar, diretor da Unidade de Ciências Reprodutivas do Conselho de Pesquisas Médicas da Universidade de Edimburgo, que dirige o estudo, disse que "há muitos animais africanos em perigo de extinção".
"Queremos proteger seus genomas, mas é preciso proteger também seus habitats", explica.
A equipe vai colaborar estreitamente com o zoológico de Edimburgo para desenvolver técnicas que possam ser usadas na conservação de espécies ameaçadas, como o cão selvagem africano, o lobo da Etiópia e o hipopótamo-pigmeu.
(Folha On Line)

domingo, 13 de abril de 2008


Um filhote de mamute preservado em uma região gelada da Sibéria no ano passado está sendo estudado por cientistas do Instituto Zoológico de São Petersburgo, na Rússia.

Os especialistas já analisaram toda a estrutura interna do animal e dizem que no futuro vai ser possível construir mapas genéticos de animais extintos.

O bebê mamute Lyuba era uma fêmea e é o animal pré-histórico mais bem-preservado já descoberto até hoje. Ela foi submetida a uma tomografia computadorizada no Japão, o que permitiu que os cientistas construíssem imagens tridimensionais dos órgãos internos do animal.

"Em todo mundo, agora todos entendem que a descoberta de Lyuba é algo único", afirma Bernard Buigues, vice-presidente do International Mammoth Committee.

Ele diz que vários estudiosos em todo o mundo querem participar do programa, mas que ficou decidido que os esforços de pesquisa vão mesmo se concentrar nos arredores de São Petersburgo.

Lyuba foi batizada com o nome da esposa do caçador que desenterrou o animal na região ártica russa. O pequeno mamute morreu afogado aos três anos de idade há 37 mil anos.

Em meados deste ano, ela deve entrar em exibição em um museu na região russa em que foi encontrada.
(Fonte:BBBBRASIL.com)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Governo cumpre apenas 30% das atividades previstas no Plano de combate ao desmatamento na Amazônia

Resultado é reflexo da falta de coordenação política e executiva por parte da Casa Civil, segundo relatório do Greenpeace. A organização disponibilizou, em seu site, mapas e fotos das áreas recentemente desmatadas.
O Greenpeace divulgou hoje, durante conferência de imprensa em São Paulo, análise do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, lançado pelo governo Lula em março de 2004, envolvendo 13 ministérios sob coordenação da Casa Civil. O relatório aponta algumas explicações sobre as possíveis causas da retomada do desmatamento, detectada no segundo semestre de 2007 – que, de acordo com o governo, pode ter chegado a 7 mil quilômetros quadrados. Uma delas é o fato de que quase 70% das atividades previstas no Plano não aconteceram como previsto.
O relatório do Greenpeace, que tem como título “O leão acordou”, mostra que das 32 ações estratégicas, 10 (31%) foram quase ou integralmente cumpridas, 11 (34%) foram parcialmente realizadas e 11 (34%) não foram cumpridas ou foram incipientes. Das 10 atividades cumpridas, apenas três foram executadas nos prazos previstos, demonstrando que o governo subestima o esforço necessário para sua execução. O pior desempenho foi observado nas ações de fomento às atividades sustentáveis, que deveriam consolidar um modelo de desenvolvimento não predatório, adaptado a realidade da região.
O baixo índice de execução das atividades previstas no Plano é um reflexo claro da falta de coordenação política e executiva por parte da Casa Civil, que não possibilitou que os ministérios participantes se integrassem para combater o desmatamento ou internalizassem o tema em suas rotinas de trabalho. (...)
Para ver a íntegra da reportagem - recomendo - segue link:
É possível ver, por exemplo, fotos das áreas desmatadas feitas por satélite, bem como acessar na íntegra o relatório do GreenPeace. É simplesmente criminosa a nossa omissão...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Essa galera do Greenpeace é PH...

Atenção, Japão! Essa carne de baleia é ilegal, imoral e envergonha!
21 de Março de 2008


Um barco insuflável da Greenpeace tenta impedir que o Nisshin Maru, o navio-fábrica da frota baleeira japonesa, se reabasteça no Oceano Antárctico.
Tóquio, Japão — Autoridades japonesas têm obrigação de barrar carga obtida no Santuário da Antártica que viola Convenção de Espécies Ameaçadas.
Quando o cargueiro panamenho Oriental Bluebird tentar descarregar toneladas de carne de baleia empacotadas, prontas para o comércio, as autoridades alfandegárias do porto japonês só têm uma opção: barrar a sua entrada no país. Conforme mostra a documentação entregue pelo Greenpeace à embaixada do Panamá no Japão e ao Ministério da Economia, Comércio e Indústria japonês, essa carga viola a Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).O tratado CITES regula o comércio internacional de animais e plantas selvagens raras, e a categoria mais alta de proteção é o Apêndice 1 para "espécies em perigo de extinção, afetadas pelo comércio." A carga do Oriental Bluebird inclui carne de baleia minke (Balaenoptera bonaerensis), uma das espécies listadas no Apêndice 1. O Japão faz reservas à essa lista, o que permite o país ignorar algumas restrições no comércio de baleias minke. Mas o Panamá ratificou o tratado, com a inclusão de todas as espécies, e portanto não pode importar ou exportar comercialmente baleias minke. Como o cargueiro Oriental Bluebird tem bandeira panamenha, está configurada a ilegalidade. As autoridades panamenhas confirmaram na quinta-feira ao Greenpeace que elas não concederam permissão alguma ao Oriental Bluebird.
No dia 22 de janeiro deste ano, o navio-fábrica Nisshin Maru, da frota baleeira japonesa, transferiu para o Oriental Bluebird centenas de caixas de carne de baleia para venda comercial. Tudo foi devidamente registrado em vídeo e fotografada pelos tripulantes do navio Esperanza, do Greenpeace. Também foi testemunhada pelo navio Oceanic Viking, do governo australiano. Na oportunidade, outra irregularidade foi verificada: o navio-fábrica Nisshin Maru foi reabastecido em águas antárticas, o que não é permitido."O que vimos na Antártica foi a comprovação de que a tal 'pesquisa científica' não passa de uma desculpa para o Japão continuar burlando a moratória à caça de baleias na Antártica", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de baleias do Greenpeace Brasil que esteve a bordo do Esperanza, navio do Greenpeace, durante a persguição aos baleeiros japoneses para impedir a matança nas águas antárticas.

Nota do blogueiro: Independente de concordar ou não com os métodos, esses caras defendem aquilo que acreditam; eu, pessoalmente, admiro pra cacete o que eles fazem. Mas que são uns malucos, são mesmo!

Um barco insuflável da Greenpeace tenta impedir que o Nisshin Maru, o navio-fábrica da frota baleeira japonesa, se reabasteça no Oceano Antárctico.

Que bom que existam malucos do bem, nesse mundo doido, pra variar.

(Fonte: Greenpeace Brasil)

domingo, 30 de março de 2008

Boto usa galhos e pedras para 'cortejar' fêmeas, diz estudo




O boto da Amazônia usa galhos, folhas e pedras de argila para cortejar as fêmeas e espantar rivais, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores brasileiros e britânicos publicado na revista especializada Biology Letters. Os cientistas observaram os machos adultos da espécie carregando esses objetos enquanto estavam cercados por fêmeas, e jogando-os contra a superfície da água de forma agressiva. No artigo, os biólogos do Projeto Boto afirmam que este comportamento nunca foi antes observado em nenhum mamífero que viva no mar ou em rios. O boto vive na região amazônica e acredita-se que seu número esteja em declínio.

O grupo de pesquisadores brasileiros e britânicos estudou o comportamento único dos botos durante três anos na Reserva Mamirauá de Desenvolvimento Sustentável, na Amazônia."Você vê eles vindo com pedaços de madeira e de pedras de modo muito ritualístico", disse Tony Martin, da Unidade de Pesquisas de Mamíferos Marítimos da Universidade de St. Andrews, na Escócia, um dos coordenadores do projeto."Com freqüência eles subiam lentamente acima da superfície do rio em uma postura vertical, segurando as coisas em sua boca, e então afundavam, girando em torno de seu próprio eixo." "Eles atiravam os galhos e folhas contra a superfície, e parece que a movimentação é para impressionar as fêmeas; mas ao mesmo tempo, há bastante agressividade entre os machos adultos, e temos que deduzir que (o comportamento) é parte disso."

O grupo liderado pelo biólogo estabeleceu que o hábito de carregar pedras e atirar galhos contra a água é praticamente exclusivo dos machos adultos, e que eles exibem esse comportamento com mais frequência quando há várias fêmeas presentes. Sofisticação - Segundo os cientistas, a utilização de objetos com função sócio-sexual entre os mamíferos aquáticos é uma novidade."Eu ingenuamente imaginei que este tipo de coisa era visto entre outras espécies mamíferas", disse Martin."Mas fiquei bastante surpreso quando consultei amigos e colegas, e parece que apenas os chimpanzés fazem algo parecido - e é muito menos sofisticado." Não está claro como e por que os botos desenvolveram o comportamento, mas, como os cetáceos se comunicam com sons, parece provável que o uso dos objetos possa vir a ter impacto auditivo sobre as fêmeas ou sobre os machos rivais.

Os golfinhos de rio - como os botos - estão entre as espécies de cetáceos mais ameaçadas; o baiji, uma espécie nativa do rio Yang Tsé, na China, pode ter se tornado extinta nos últimos dois anos, enquanto se acredita que a população de golfinhos cegos do rio Indo, no sul da Ásia, esteja no nível de três mil. Em comparação com essas essas espécies, o boto da Amazônia está em boa situação. A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) sugere "que há, provavelmente, dezenas de milhares de botos ao todo". Mas o futuro não parece seguro. A Lista Vermelha conclui que o boto está ameaçado por represas (que causam fragmentação de seu habitat) e poluição dos rios, como a causada pelo mercúrio usado em mineração de ouro."Com o aumento das populações humanas na Amazônia e Orinoquia (na bacia do Rio Orinoco), o conflito entre pescadores e golfinhos deve, certamente, se intensificar", afirma a IUCN.

O Projeto Boto afirma que, cada vez mais, pescadores estão usando carne de golfinho como isca para o piracatinga, um peixe que se alimenta normalmente de animais mortos.Os cientistas do projeto encontram botos mortos com freqüência, seja por arpões, ou presos em cordas."Nós perdemos metade dos animais de nossa área de estudo em apenas cinco anos", disse Tony Martin."Eles podem ser numerosos agora, mas estão em declino rápido e não conseguimos ver o fim disto." (fonte: UOL Bichos/BBC Brasil)

extraído da oficina de desenhos River